Se eu existir, matem-me
12/04/2011
  Os mais ricos (Ficção) Campeonato Mundial de Dinheiro (ficção)

1º Scrooge McDuck (Disney) - Tio Patinhas : 32 mil milhões de euros
2º Carlisle Cullen (Twilight) - O Crepúsculo: 27 mil milhões de euros
3º Artemis Fowl II (Eoin Colfer) : 9,8 mil milhões de euros


Source : Forbes (10/2011) 
16/01/2009
  O verdadeiro motivo porque estamos sem dinheiro para as pensões e reformas...

http://transparencia-pt.org/ 
  Um gosto:

www.monopoly.com 
13/01/2009
  Chegaram a um buraco redondo no céu... que chispava como fogo. Isso, disse o Corvo, era uma estrela.

"Quem sois? Donde vindes? Nunca vi ninguem como vós." O Corvo Criador olhou o Homem e ficou [...] surpreendido aos verificar como este ser tão estranho era tão semelhante a ele próprio... 
11/01/2009
  Universos Paralelos (um muito interessante documentário no youtube da BBC):

http://www.youtube.com/watch?v=o9LV9vaGxJQ 
  Jogos online:

Formula One online management game:

http://www.pitstopboss.org/signup.php?referral_id=12073


Baseball online management game:

http://www.bushleaguebaseball.com/


SundayLeague Football manager game:

http://www.sundayleague.com/w_gameinfo.php


Ice hockey online manager game:

http://seniorleaguehockey.com/



Outros jogos online:

http://top100webgames.com/ 
10/01/2009
  As minhas 10 melhores histórias de Walt Disney

1ª Pobre Tio Patinhas (Only a Poor Old Man) (Tio Patinhas, Donald, Sobrinhos e Irmãos Metralhas)

2ª A Princesa da Neve (The Snow Princess) (Donald e Sobrinhos)

3ª Qual o Mais Rico do Mundo (The Second-Richest Duck)(Tio Patinhas, Donald, Sobrinhos e Mac Monei)

4ª A Nova Corrida ao Ouro (North of the Yukon)(Tio Patinhas, Donald, Sobrinhos e Porcolino Leitão)

5ª A História do Dinheiro (The History of Money) (Tio Patinhas e Sobrinhos)

6ª O Farol do Cabo Quac (Hurricane at Cape Quack)(Donald e Sobrinhos)

7ª A primeira Moeda do Tio Patinhas (Number One Dime)(Tio Patinhas, Donald, Sobrinhos e Maga Patalógica)

8ª O Campeão de Dinheiro (The Money Championship)(Tio Patinhas, Donald, Sobrinhos e Mac Monei)

9ª Tio Patinhas Fica Pobre (Somethin´ Fishy Here)(Tio Patinhas, Donald e Sobrinhos)

10ª Um Gosto e Três Cruzeiros (Passing the Buck)(Tio Patinhas e Vovô Metralha) 
11/12/2008
 
A minha bandeira Americana (My American flag)















 
18/08/2008
 

Foto.: Noiva chora o amante morto pelo terramoto da província chinesa de Sichuan 100 dias depois.


O NOIVADO DO SEPULCRO

Vai alta a lua! na mansão da morte
Já meia-noite com vagar soou;
Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte
Só tem descanso quem ali baixou.

Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe
Funérea campa com fragor rangeu;
Branco fantasma semelhante a um monge,
D'entre os sepulcros a cabeça ergueu.

Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cipreste,
O mocho pia na marmórea cruz.

Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto
Olhou em roda... não achou ninguém...
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.

Chegando perto duma cruz alçada,
Que entre ciprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se e com a voz magoada
Os ecos tristes acordou assim:

"Mulher formosa, que adorei na vida,
"E que na tumba não cessei d'amar,
"Por que atraiçoas, desleal, mentida,
"O amor eterno que te ouvi jurar?

"Amor! engano que na campa finda,
"Que a morte despe da ilusão falaz:
"Quem d'entre os vivos se lembrara ainda
"Do pobre morto que na terra jaz?

"Abandonado neste chão repousa
"Há já três dias, e não vens aqui...
"Ai, quão pesada me tem sido a lousa
"Sobre este peito que bateu por ti!

"Ai, quão pesada me tem sido!" e em meio,
A fronte exausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.

"Talvez que rindo dos protestos nossos,
"Gozes com outro d'infernal prazer;
"E o olvido cobrirá meus ossos
"Na fria terra sem vingança ter!

- "Oh nunca, nunca!" de saudade infinda
Responde um eco suspirando além...
- "Oh nunca, nunca!" repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.

Cobrem-lhe as formas divinas, airosas,
Longas roupagens de nevada cor;
Singela c'roa de virgínias rosas
Lhe cerca a fronte dum mortal palor.

"Não, não perdeste meu amor jurado:
"Vês este peito? reina a morte aqui...
"É já sem forças, ai de mim, gelado,
"Mas inda pulsa com amor por ti.

"Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
"Da sepultura, sucumbindo à dor:
"Deixei a vida... que importava o mundo,
"O mundo em trevas sem a luz do amor?

"Saudosa ao longe vês no céu a lua?
- "Oh vejo sim... recordação fatal!
- "Foi à luz dela que jurei ser tua
"Durante a vida, e na mansão final.

"Oh vem! se nunca te cingi ao peito,
"Hoje o sepulcro nos reúne enfim...
"Quero o repouso de teu frio leito,
"Quero-te unido para sempre a mim!"

E ao som dos pios do cantor funéreo,
E à luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério
Foi celebrado, d'infeliz amor.

Quando risonho despontava o dia,
Já desse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.

Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dois esqueletos, um ao outro unido,
Foram achados num sepulcro só.


Soares de Passos (1826-1860) 
29/05/2008
 
Casey Coot sells his deed to Scrooge McDuck

 
26/05/2008
  A ponte...

 
  A importância de ser “AB”

Eis o “A” primeiramente ao “B”. Porventura o “A” é mais importante que o “B”?
Será o “B” a imagem da verdade e por isso ser o fim? Eis o macaco das letras. Eis o pacificador. Eis a alma do “A”. O “B” é o limite da montanha onde o “A” lá no alto se chora a rir. Chora porque não passou a ponte. Talvez seja o facto de ser o primeiro. O primeiro é a ponte para atingir o fim. O “B” é o redentor. O criador. Mas falemos do “A”. Quais as suas ilusões, os seus objectivos? Não será a metamorfose do espírito? Isto é, a transformação de um estado num outro estado, este nu? O “A” aspira a “B” e no entanto não se transforma em “B”. O “A” sente-se “B” mas não é “B”. Terá que primeiramente aprender a ser “B” e só depois poderá render-se a ser “B”. E quando chegar a ser “B”, perturbar-se-á, ao mesmo tempo que imagina as suas cores passando pelo limbo, a ponte, por um abismo inocente. Eis que “A” atinge “B”. Atinge “B”, e contudo não será “B”. E “B”, ri agora, pois “B” é inexpugnável, único e mister. “B” que passou de uma simples letra, segundo, na hierarquia do alfabeto, vê-se agora como o inalcançável. “A” e “B” são agora parte de um mesmo espírito. E eis que os homens os separaram. Os homens, os mais macacos que os macacos, os cabos da suportação da ponte, são na sua essência mais primitiva, os porquês do “A” primeiramente ao “B”… 
18/05/2008
  PRECE

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância
— Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Fernando Pessoa 
 
Um microondas, um frigorífico, dois garrafões de água, um vazio e outro meio cheio e dois pacotes de leite semi vazios ou semi cheios e meio caducados: Eis a essência de Zaratustra... 
 
The dawn of a new age

 
24/01/2008
  Anúncio:

Cavalheiro de 38 anos, honesto e trabalhador, deseja conhecer senhora entre os 25 e os 35 anos, limpa com boa apresentação, honesta, razoável na arte culinária (…) para fins de relacionamento sério.
Reposta para o email pojar4@hotmail.com Após contacto, se desejado pela própria, pode ter direito a receber no seu email a foto do meu pénis. 
11/11/2007
  149 L$. Tss tss tss. Nem dá para um rebuçado... 
08/02/2007
  O amor perdoa até o desejo ao bem amado. Quero dizer-lhe (ao amor) que é um perfeito otário... 
20/11/2006
  Se eu tivesse $13 Milhões de Dolares, comprava uma mulher, comprava essa cidade e comprava um diabo e já poderia viver o meu desejável sonho...


Holy City Goes Up For Sale
Entire Town Offered At $11 Million



HOLY CITY, Calif. -- It's one of three places in the world called Holy City, and it's now for sale.

Holy City, Calif., is on the Santa Clara County side of Highway 17 at the Redwood Estates exit. Most commuters pass by it without noticing.

The entire 150-acre ghost town is for sale with an asking price of $11 million.


Holy City was established in 1919 by William E. Riker as a commune where disciples were expected to turn over all their belongings. In exchange, they were given room and board.

The property is owned by three retired contractors who bought it with the intention of turning the land into a park.

Realtor Jim Miller said this is the first time he's tried to sell a whole town.

"This would be my first experience. I've sold a lot of unique type property's -- ranches, old units. I've sold art buildings, retail shopping centers, a lot of the big things, but this is my first experience on a town," Miller said.

In the early 1900s, there were 300 people living in Holy City. Now there are just three -- one at night and two during the day.

The other two holy cities are in Jerusalem and Mecca. 
03/07/2004
  Meu amor que partiste e não voltas. Agora existes, na minha alma pelos teus versos...


Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros ganhavam o seu rosto contra o tempo
Odiei o que era facil
Procurei-me na luz, no mar, no vento

Sofia de Mello Breyner Andresen



Por amor...

wolcit
 
17/06/2004
  O amor excruciante que tenho por ti, lua sem rosto, nunca poderá ser compaginável num heteróclito plenilúnico, porque sendo ele puro, apenas na acção está a verdade...


wolcit 
14/06/2004
  Escolha parcial de Pivot

1 rem "Sistema de Equações Lineares"
erase a, b, e, x: cls
input "Numero de equações:";n
cls
dim a(n,n), b(n), x(n), e(n)
for i=1 to n
for j=1 to n
print "A(";i;j;");:input a(i,j)
cls
next
print "B(";i;");:input b(i)
e(i)=i
cls:next:cls
for i=1 to n-1
max=abs(a(e(i),i)):t=i
for j=i+1 to n
if abs(a(e(j),i))>max then max=abs(a(e(j),i)):t=j
next
vt=e(i);e(i)=e(t);e(t)=vt
p=a(e(i),i)
if abs(a(e(i),i))<=1e-10 then print "Indeterminado / Impossivel": end
for j=i+1 to n
c=-a(e(j),i)/p
for k=i to n
a(e(j),k)=a(e(j),k)+a(e(i),k)*c
next
b(e(j))=b(e(j))+b(e(i))*c
next j,i
for i = n to 1 step -1
a=0
for j=i+1 to n
a=a+a(e(i),j)*x(e(j))
next
x(e(i))=(-a+b(e(i)))/a(e(i),i)
next
cls
for i=1 to n
print "X(";i;")=";x(e(i))
cls: next
goto 1
end


wolcit
 
26/04/2004
  A paixão existe no espaço temporal, onde as almas vagueiam sem razão aparente. Aparente porque não há certezas. Assim, apaixão torna-se um veículo para a invenção do amor.
Toda a invenção, é o quebrar das regras e simultâneamente reinscrição de novas regras, para novamente as quebrar, entrando-se num paradoxo, o Paradoxal Human Being Theory (PHBT).


wolcit 
26/03/2004
  Um novo endereço:

http://www.aspenleaf.com/distributed/distrib-projects.html


wolcit 
21/12/2003
  "É possível fazer parar e guardar... um feixe de luz. Por enquanto a
experiência apenas é possível em laboratório. Mas as consequências são
inimagináveis".

UM ILUMINOSO PASSE DE MÁGICA

David Copperfield está ao lado de uma linha de comboio. Sobre a linha, na
vertical, está um painel de um tecido mágico. fino como seda. Aproxima-se um
comboio a 300km/h. O que vai acontecer nos próximos segundos parece óbvio: o
painel vai ser perfurado e destruído pelo monstro que se aproxima No
entanto, assim que o monstro de metal toca no painel. Copperfield estala os
dedos e o comboio começa a desaparecer! Em poucos segundos, todo o comboio
desapareceu no interior do painel, e o seu ruído infernal foi substituído
por um silêncio fantasmagórico. Onde está o comboio?
Em frente às câmaras de TV, Copperfield espera o tempo que lhe apetece. Fuma
um ou dois cigarros, bebe um whisky. A certa altura decide que já chega:
estala novamente os dedos e - pronto! - o comboio reemerge, a 300km/h, do
painel. Para os mais cépticos, o ilusionista repete a magia com uma
variação. Depois de fazer o comboio desaparecer, estala os dedos três vezes
em sucessão - e de cada uma das vezes reemerge do painel, não o comboio
todo, mas um conjunto de carruagens! Perante semelhante cena, qualquer
pessoa julgaria tratar-se de um extraordinário acto de ilusionismo. Claro
que o comboio não tinha sido parado e guardado dentro do painel: isso iria
ao arrepio de toda a Física. Era um belo truque, sim senhor - mas não era a
realidade.
Afirmar que a realidade ultrapassa a ficção é um lugar-comum. No entanto,
neste caso é exactamente essa a situação. Com algumas diferenças: em vez de
um comboio, utilizou-se um feixe de luz laser; em vez de um tecido mágico,
utilizou-se um condensado de Bose-Einstein); e, principal diferença, em vez
de David Copperfield os mágicos de serviço eram físicos experimentais.
O fenómeno que se evidenciou experimentalmente é tão inacreditável como o do
comboio. Conseguiu-se fazer parar um feixe de luz a 300.000 km/s. ou seja,
fazê-lo desacelerar para velocidade zero; guardá-lo e conservá-lo dentro um
meio adequado sem alterar nenhuma das suas propriedades; e fazê-lo reemergir
a 300.000 km/s (quase) com um estalar de dedos. A grande diferença em
relação ao comboio é que, parafraseando o slogan de um filme infantil, desta
vez a magia é real. Trata-se de um fenómeno físico real - não de um truque.
0 culpado é o suspeito do costume em todos os fenómenos físicos que desafiam
a intuição: a Mecânica Quântica.


É possível abrandar a velocidade da luz?

Em primeiro lugar, como é possível parar a luz? Não é verdade que a Teoria
de Relatividade afirma que a velocidade da luz, é constante e igual a c para
todos os observadores? Esta é a parte fácil da resposta: de facto, a
Relatividade afirma que a velocidade da luz no vácuo é a mesma (cerca de
300.000km/s) para todos os observadores, e é um limite superior para
velocidades de propagação. Nada se pode propagar mais rapidamente do que a
luz. Por outro lado, é mais ou menos evidente que, se o meio não for o
vácuo, a velocidade de propagação da luz no meio pode ser menor do que c.
Pense, por exemplo, o leitor se a sua velocidade de deslocação seria igual a
andar na rua ou a atravessar um rio viscoso - de mel, por exemplo!
Este fenómeno é clássico, anterior mesmo à formulação electromagnética da
luz. A retracção da luz - a sua mudança de direcção ao mudar de meio de
propagação, por exemplo do ar para o vidro - é precisamente devida ao facto
de se propagar a velocidades diferentes em meios diferentes. A óptica
electromagnética mostra que o índice de retracção é inversamente
proporcional à velocidade de propagação da luz no meio.
Se é possível "abrandar" a luz em certos meios, não seria possível conceber
um meio óptico em que a sua velocidade fosse muito pequena ou mesmo zero? A
resposta é não: nos meios ópticos normais, um índice de refracção maior está
inevitavelmente associado a maior absorção de luz (o meio é menos
transparente). Aumente-se demasiado o índice de refracção e toda a luz é
absorvida.
E aqui entram os mistérios da Mecânica Quântica. Durante os anos 90 foram
desenvolvidas muitas novas técnicas em Óptica Quântica. A técnica essencial
neste fenómeno é aquilo a que se dá o nome de Transparência
Electromagneticamente Induzida (TEI) e foi desenvolvida essencialmente por
Stephen Harris, de Stanford. Os trabalhos que a seguir se descrevem foram
realizados por uma equipa do Rowland Instituto for Science de Cambridge
(EUA) liderada por Lene V. Hau.
Imagine-se, para fixar ideias, que se dispõe de uma nuvem de alguns milhões
de átomos de sódio mantidos a uma temperatura a menos de um milionésimo de
grau Kelvin. Isto consegue realizar-se em laboratório utilizando, por
exemplo, "armadilhas magnéticas" de forma a reduzir a agitação térmica dos
átomos praticamente a zero. A estas temperaturas, todos os átomos estão no
seu estado fundamental - ou seja, o meio é um condensado de Bose-Einstein.
Nestas condições, a nuvem de átomos de sódio é completamente opaca. Se a
iluminarmos com um laser que corresponda a algum estado excitado, toda a luz
é absorvida. E aqui vem, como nos grandes actos de ilusionismo, o primeiro
truque. Se dirigirmos um segundo feixe laser (chamado laser de acoplamento)
ao condensado, surge um delicado fenómeno quântico. O feixe de acoplamento
interage com os átomos num processo de interferência quântica, induzindo uma
sobreposição entre o estado fundamental e os estados excitados hiperfinos. O
resultado é que o feixe laser original - feixe sonda - já não é absorvido.
Por outras palavras, a nuvem de sódio tornou-se transparente para o feixe
sonda. O feixe de acoplamento age como uma espécie de polícia de mota que
abre caminho ao carro presidencial do feixe sonda, eliminando a absorção
deste.
Mas não é tudo. A estas temperaturas e densidades o índice de retracção
sofre variações violentíssimas. Como resultado, uma vez eliminada a
absorção, o feixe sonda propaga-se livremente no condensado a velocidades
inimagináveis. Em 1998, Hau comunicou ter registado velocidades de
propagação da ordem de 30 metros por segundo. Em 1999, num artigo publicado
na Nature, tinha reduzido esse record para uns incríveis 17 metros por
segundo. 60 km/h, mais lento do que um ciclista olímpico!
E, já em Janeiro de 2001, Hau publica novamente na Nature o seu segundo
grande truque - aquele que lhe permitiu parar a luz. A ideia é um verdadeiro
ovo de Colombo. Se, durante a longa travessia do condensado a esta
velocidade estonteante, for desligado o feixe de acoplamento, o que acontece
é que a velocidade do feixe sonda passa a ser zero. Ele não é absorvido:
simplesmente ímobiliza-se de todo, devido a mais um subtil efeito quântico:
o condensado e o feixe passam a constituir um sistema quântico único,
chamado polaritão. E um pouco como se desaparecesse a mota da polícia e o
carro presidencial ficasse mergulhado no meio da multidão: seria obrigado a
parar, fará todos os efeitos, o resultado é este: a luz fica capturada no
interior do condensado.


Desta vez a magia tomou-se realidade

E se, durante o tempo em que o sistema é estável (da ordem dos
milisegundos), se voltar a ligar o feixe de acoplamento? O feixe sonda volta
a ter o caminho aberto, propaga-se a 17 m/s até reemergir do condensado e, a
partir daí, propaga-se normalmente à velocidade da luz no ar. Mais: Hau
conseguiu criar três réplicas do feixe original, com três emissões separadas
do feixe de acoplamento. Ou seja, Hau conseguiu fazer com a luz aquilo que
Copperfield nunca fará com comboios: para-la, guardá-la, e dar-lhe ordem
para avançar a seu bel-prazer.
Como quase todas as descobertas na investigação científica fundamental, é
difícil dizer hoje exactamente para que servira conseguir parar e aprisionar
a luz. No entanto, existem neste caso muitas aplicações científicas e
tecnológicas de enorme potencial. Em primeiro lugar, trata-se de uma
interacção altamente não-linear entre fotões e matéria. Nas palavras de Hau,
este tipo de não-linearidades são o ingrediente essencial em experiências de
óptica quântica como compressão óptica, medições quânticas não-destrutivas e
estudos de não-localidade.
Fica ainda no ar a ideia de com este bizarro sistema se ter construído o
protótipo do primeiro componente físico de um computador quântico: como Hau
deixa no ar sem contudo assumir completamente, este fenómeno tanto pode
permitir que um único fotão aja como swítch de uma cavidade óptica como,
talvez ainda mais importante, funcionar como suporte físico da memória de um
computador quântico, permitindo guardar um bit quântico (qubit).
Se isto parece ficção científica, considere-se o seguinte. O efeito
transístor foi galardoado com o Prémio Nobel, em 1956. Nessa altura, haveria
talvez umas centenas de computadores no mundo inteiro, um bit era processado
por uma válvula módica e armazenado num elemento de memória ferromagnética -
um monstro do tamanho de um punho. Se alguém dissesse a Bardeen, Brattain e
Shocklev que a sua invenção seria a base de uma rede global de centenas de
milhões de máquinas gráficas inimaginavelmente potentes, a reacção só
poderia ser uma sonora gargalhada."




wolcit
 
25/11/2003
  Escreveu-se assim:

Quero um amor assim...

Eu quero um amor assim:
ser, estar e viver uma grande amizade,
que de tão grande, se torna uma cumplicidade,
e por haver cumplicidade, se respeita,
se busca, se deseja, se ama...

Quero um amor assim,
talvez como você,
que busca viver além das aparências,
um grande caso de amor,
que seja mais do que chama,
que seja uma fogueira amiga que indica direção,
como farol no caminho da vida, as vezes tão escuro,
que seja uma fogueira perene,
onde cada um coloque sempre um graveto,
mantendo sempre acesa a nossa paixão.

Quero um amor de rosto colado, de mãos dadas ao entardecer,
de telefonemas inesperados, de corpos suados,
de entrega e paixão,
de conte comigo, de estou aqui,
de muitas palavras, mesmo que em silêncio.

Quero um amor assim,
com o teu jeito, com teu sorriso,
sem o medo do passado e despreocupado do futuro.
Sabe de uma coisa?
Você é o meu número,
tem a exata medida da minha paixão,
esta noite eu te convido:
fica comigo, eu quero um amor assim...




Pois então retirem a parte
da paixão, das mãos dadas ao entardecer, dos telefonemas
inesperados... ficaria perfeito.
Sim, da paixão, porque a paixão é inimiga do amor, pois quando a
paixão de vai, o amor fica sem sentido...
Sim, das mãos dadas ao entardecer, porque para além do suor que suja,
as mãos transmitem os medos, os receios e o nervosismo de algo que se
quer mas não se tem a certeza...
Sim, dos telefonemas inesperados, pois prezo a minha noite de sono e
o meu momento de banho semanal...
Sim, ficaria perfeito, pois o amor seri apenas amor, o puro mais que
puro, aquele que nem em sonhos nos é possível contemplar....


Wolcit
 
09/11/2003
  PROVA DE VIDA - Computação molecular

É lugar-comum dizer que o DNA é a "molécula da vida". De há dois anos para cá, contudo, o DNA surge associado a um lugar menos comum: ele pode ser a "molécula dos computadores".

Em 1994, Leonard Adleman (o mesmo Adleman de quem já falámos a propósito de criptografia, no último número: é ele o "A" dos códigos RSA) publica um pequeno artigo na Science com o título "Cálculo molecular de soluções para problemas combinatórios". Nele descreve a construção daquilo que é de facto um computador que trabalha com DNA. Conta-se, a propósito, que numa conferência que deu no MIT, poucos meses depois, Adleman disse: "Meus senhores, apresento-vos o supercomputador do futuro: o TT-100", tirando do bolso um tubo de ensaio com uma solução de DNA. " TT queria dizer "Test Tube", tubo de ensaio; "100" designava a sua capacidade, 100 mililitros.
Como é que um tubo de ensaio pode ser um computador? Um computador é, genericamente, uma máquina para fazer cálculos, às quais se pode dar instruções e que nos dá respostas. O conceito abstracto não é novo: foi formulado por Turing nos anos 40, sob o nome de máquinas universais. A sua realização tecnológica é que varia: o facto de a maioria das máquinas que conhecemos como computadores serem constituídas por pastilhas de silício, um monitor e um teclado é acidental - consequência da microelectrónica ser a base tecnologicamente mais adequada para realizar estas máquinas. Mas não é essencial: as antigas máquinas registadoras de manivela eram máquinas de Turing.

O Problema do Caixeiro -Viajante

Adleman resolveu com a sua máquina de Turing, um computador molecular, aquele que é conhecido como o problema do caixeiro-viajante ou, em terminologia científica, o problema dos caminhos hamiltonianos dirigidos. Ei-lo. Suponham vocês que eram caixeiros-viajantes ou, se acharem mais dignificante, operadores turísticos e que pretendem visitar um conjunto de N cidades ligadas por uma certa rede viária, para venderem os vossos produtos. Nem todas as cidades, claro, estão ligadas directamente a todas as outras. O problema é desenhar um itinerário que parta da cidade I (onde o caixeiro está) e acabe na cidade N (onde já tem hotel marcado e vai passar a noite), visitando todas as outras, uma e uma só vez,(para não desperdiçar gasóleo). Um itinerário deste tipo chama-se um caminho hamiltoniano. Se impusermos a condição de as estradas terem sentido único, o caminho hamiltoniano é dirigido.
Convém dizer que o problema do caixeiro-viajante é importante por razões mais profundas do que poupar dinheiro às agências de viagens. Os problemas de teoria da complexidade computacional, de que este é um exemplo, podem dividir-se em duas classes: os de tipo P e os de tipo NP. Num problema P, o número de operações necessário para construir uma solução cresce Polinomialmenre (daí o "P") com a dimensão do problema. São problemas "fáceis". Por exemplo, somar dois números com N algarismos é um problema de tipo P: somar dois números com 20 algarismos leva essencialmente o dobro do tempo de somar dois números com 1O algarismos. Os problemas de tipo NP, Não-Polinomiais, são "difíceis": o tempo de resolução cresce exponencialmente com a dimensão do problema.
Embora pareça estranho, não se conhece nenhum problema NP! Isto não quer dizer que não existem problemas difíceis: quer dizer que, dado um problema "difícil", não sabemos demonstrar se ele é ou não NP. Consegue-se, no entanto, fazer algo de aparentemente mais espinhoso: demonstrar que certos problemas são "NP-completos" - isto é, que qualquer problema NP pode ser reduzido a ele. Assim, se pegássemos num problema NP-completo e o conseguíssemos resolver de forma "simples" polinomial^, isto quereria dizer que não haveria problemas NP: todos os outros seriam redutíveis a ele, e portanto simples. Isto é, a propósito. um bom argumento a favor de os problemas NP-completos serem de facto NP. O problema do caixeiro-viajante é NP-completo.
No seu trabalho, Adleman construiu um computador baseado no DNA para resolver o problema do caixeiro viajante com 7 cidades. Eis, em linhas gerais, aquilo que fez. Associou a cada uma das 7 cidades um pequeno cordão de DNA com 20 bases A, C, T, G numa cerra sequência. Isto é, tinha 7 tipos de cordões diferentes, todos de comprimento 20, cada um representando uma cidade. Podemos pensar neles como peças rectangulares de Lego, cada uma de sua cor: a cidade 1 representada por uma peça azul, a 2 vermelha, etc. Em seguida, criou cordões de DNA que representavam as estradas. Por exemplo, uma estrada que ligasse a cidade 1 à cidade 2 seria representada por um cordão de 20 bases em que as primeiras 10 eram as bases complementares das últimas 1O da cidade 1 e as segundas 10 eram complementares das primeiras 1O da cidade 2. Na analogia com as peças de Lego, a estrada entre a cidade 1 (azul) e a cidade 2 (vermelha) é representada por uma peça cuja primeira metade é azul e a segunda vermelha. O jogo da complementaridade das bases traduz-se, nas peças de Lego, na seguinte regra: duas peças só podem encaixar se forem de tipos diferentes (peças de cor única com peças mistas), e nesse caso apenas encaixam nas zonas em que têm a mesma cor.

Primeira computação molecular

Vejamos o que se passa quando fazemos uma solução que contém cordões que representam todas as cidades e todas as estradas. O DNA vai-se polimerizando à la Watson-Crick. Em metade do cordão que representa a cidade 1 encaixa metade do cordão que representa a estrada ligando as cidades 1 e 2; na outra metade desta, encaixa metade do cordão que representa a cidade 2. Em termos das peças de Lego, por baixo da peça azul, encaixa a metade azul da peça azul-vermelha, deixando a metade vermelha de fora - livre para receber, por cima de si, metade da peça vermelha. Se olharmos apenas para os cordões que representam cidades, ou para as peças de Lego de uma só cor, que ficam lado a lado, o que vemos é isto: à cidade 1 segue-se a cidade 2 - porque existe uma estrada que liga 1 a 2! Se deixarmos continuar o processo e no final lermos o resultado, ficamos com uma sucessão "admissível" de cidades: à cidade i segue-se a cidade j se e só se existe uma estrada que liga i a j.
Adleman misturou tudo num tubo de ensaio e esperou. Depois seleccionou os cordões de DNA com comprimento total de 140 bases (ou seja, olhou para todos os conjuntos de 7 peças de Lego encaixadas). Isso representa uma sucessão de 7 cidades compatível com a rede viária. De entre eles seleccionou apenas os que continham todos os 7 diferentes cordões iniciais - ou seja, todos os itinerários de comprimento 7 que visitam todas as cidades. O que sobrou no fim foi uma sequência de 7 cidades diferentes, estando cidades sucessivas ligadas por estradas - ou seja, a solução do problema. Estava realizada a primeira computação molecular.
A experiência de Adleman teve sobretudo valor de ilustração; serviu para mostrar que podem existir computadores bioquímicos. Qual a vantagem destes computadores bioquímicos?
Há várias vantagens. A maior é o extremo paralelismo. Um computador convencionai tem um processador super-rápido. Para resolver este problema o mesmo processador geraria sequencialmente todas as cadeias possíveis, uma de cada vez. Ora, um tubo de ensaio de 100 ml tem qualquer coisa como 10^14 cordões de DNA - e cada um age como um processador, fazendo do tubo de ensaio um computador ultraparalelo. Para cerros problemas NP-completos um computador sequencial é perfeitamente inútil. Por exemplo, o problema do caixeiro viajante com 80 cidades demoraria séculos a ser resolvido por um Pentium; mas demoraria a mesma semana, em princípio, a ser resolvido com DNA! E, se o exemplo do caixeiro viajante parece artificial, pense-se no seguinte: Lipton, meses depois do artigo de Adleman, mostrou como qualquer problema NP-compleio pode ser resolvido com DNA!

wolcit
 
08/11/2003
  Eu amo-te

Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu amo-te
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu amo-te
Em todas transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu amo-te
Em tudo que está presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda está ausente.
Eu amo-te
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu amo-te perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até que o universo cair sobre mim
Suavemente.


wolcit 
  Consientemente louco

Era uma sombra impugnável que arrancava das raízes os homens
consientemente loucos...
Na penumbra dos quadros pretos, com giz e uma esponja, brincam as
imagens das virgens que não eram virgens.
E nos seus corações brilhavam mil sois, como se fosse a última coisa
de maravilhoso que existia.
Mas na verdade, apenas na verdade dos anjos, eram raivas, que eu
assumia não querer compreender.
Deixem então sonhar, sonhar para que a minha consiencia possa elevar-
se no olimpo, e olhar para lá do universo apenas simplesmente louco...
Louco sim. Louco por um amor que não existe apenas na sua morte. E
quando eu existir, mata-me para este amor puro seja eternamente belo.
consistemente belo....


wolcit
 
31/07/2003
  Casar: Não preciso....



Uma questão interessante é essa do casamento. Porque teria eu de
casar para gostar de alguem? Se eu gosto de alguem não preciso de
casar para gostar mais ou menos de alguem.
Mas poderia equacionar essa questão se o casamento permitisse
melhores beneficios fiscais que o simples viver unidos (unidos de
facto).

Só uma ultima nota: O casamento só é válido perante a lei, se este
for registado na conservatória (notário, cartório e/ou afins).
Geralmente (em portugal é assim) o padre que irá fazer a cerimónia, é
o elemento que trata desses pormenores (e são pormenores importantes
já que sem esses registo, o casamento não tem validade na lei).
Apenas temos que assinar uns dias antes da cerimónia os respectivos
documentos.
Nesses documentos consta várias modalidades juridicas. Essas
modalidades juridicas são 3 (só conheço 3):

1º Comunhão de Bens (tudo que for adquirido antes e após o casamento
será de ambos)

2º Separação de Bens (tudo o que foi adquirido antes do casamento é
de casa um. Tudo o que for adquirido depois do casamento será
quantificado para a sua distribuição, sendo que cada bem registado
num nome será apenas do detentor desse registo)

3º Comunhão de Bens Adquiridos (tudo que foi adquirido antes de casar
é de cada um. Tudo que for adquirido depois de casar será
quantificado par aa sua distribuição. Neste caso cada bem registado
tanto é de um como do outro)


O casamento não é só beijos, abraços e presentes. É mudar a frauda do
bebe, fazer as camas, fazer comida, assinar papeis importantes, ir a
tribunal quando necessário, pagar contas quando o outro não as pode
pagar, etc..


Casar é um risco. Um risco desnecessário... "Se eu gosto, é porque
gosto..."



wolcit

 
  Meu Amor. No dia do teu aniversário, eu NÃO te darei um abraço



Hoje vou falar sobre uma questão interessante. O amor fácil. Já foi
falado noutro post, sob a forma de um beijo. Mas este é sobre o
paradoxo que é o amor e sua envolvencia (não. ainda não é a tal
definição fria).

À umas horas atrás, estava conversando com a minha mãe sobre a
problemática do amor e da discursão cheguei a uma comnclusão: Quem
ama não espera nunca o difícil. Ou seja, espera sempre o fácil.

Explico. Quando duas pessoas se amam, o epicentro desse amor, situa-
se no grande estado das trocas. Isto é, eu recebo logo dou. Eu dou
logo recebo.
Quando duas pessoas se amam, os abraços, beijos, carinhos, poesias,
presentes, atitudes romanticas, etc., fazem parte do estado amor. Ou
seja, os que se amam não se sentem. Esperam o fácil. Malu escreveu:
"Não te perdoaria nunca se chegasses em casa no dia dos namorados e
não me desses nem um abraço gostoso pela comemoração do meu
aniversário... se isso não acontecesse, seria o fim da nossa união,
mas se vc...".
Tu, meu amor, esperas o fácil. Não queres sentir. Preferes a observação do
amor, logo alí como caído do céu sem esforço.
Mas o amor é um paradoxo. É simples e dificil. É simples, porque dele
emanam sentimentos unicos, talvez quase utópicos, trágicos, mas
fluidos. Não há enganos na alma no amor. É simples. ama-se e pronto.
Sem justificações. Mas é difícil. Muito dificil, porque é preciso
sentir. E saber sentir é preciso que as almas fiquem em contacto.
Quase que se eleva pela energia despendida. Sentir dá trabalho.
Sentir consome energia (a tal energia). Sentir é suar sem depois
tomar banho. Sentir é uma raiva que entra e que se consome. E como
tal, sentir é dificil. Então quem ama não sente. Pensa que sente mas
não sente. E por isso espera o fácil. Espera o beijo, porque beijo é
sinal de amor, espera carinho porque o carinho é sinal de amor,
espera abraços, porque um abraço é sinal de amor, espera presentes,
porque um presente é sinal de amor, espera...
Não meu querido amor. Não te darei jamais abraços. Jamais te beijarei, jamais de
darei presentes, jamais te darei carinho. Terás que sentir o meu
amor. Sentir a minha alma. sentir-me como subentendidamente se deve
sentir. E..., se não conseguires, então não existe amor e o ficar
juntos não deverá ser uma opção. Poderá ficar, no máximo, a
implacavel incerteza de um amor utópico, distante ou imcompatível.

Dizia a minha mãe: "Mas como podemos ter a certeza que a pessoa nos
ama? Como posso saber se gostas de mim?" A minha resposta a ela foi
simples: "Sente. Não esperes o fácil. Sente. E quando sentires
saberás a verdade".

Esse é a minha resposta a vós. Sintam. Não esperem o fácil. E quando
sentirem descobrirão a verdade. E nesse momento poderão se sentir
felizes, porque descobriram o amor...

Quase 94% da população mundial afirma categóricamente que já
descobriu o amor. Não. O que esses 94% descobriram, é que o amor se
inventou baseado nas trocas. Afinal de contas, esse amor é ...
financeiro...

Amor financeiro não significa apenas dinheiro. Mas entendo que
adquirir algo (beijo, abraços, carinho, presentes...) é uma forma
financeiramente camuflada. E quando estamos em guerra, e toda a gente
começa a falar de amor, eu protesto e digo:"Parem de falar daquilo
que não conhecem, porque vcs, vcs mundo, não sabem o que é o amor.
Nunca souberam, não sabem, nem nunca irão saber. De resto o homem
nunca estará preparado para saber o que é o amor. Se calhar a verdade
seria tão terrível que seria a nossa imediata destruição. Razão tinha
Deus para nos esconder esse terrivel estado a que nós chamamos
estupidamente amor...



wolcit

 
  Albert Einstein e wolcit: A (in)verosimilhança(s) dos seus ódios


Albert Einstein e wolcit têm alguns pontos comum. Estranhamente mas
assim é.
Albert Einstein, foi um físico alemão nascido em Ulm na Alemanha em
14/03/1879 e
faleceu em Princeton, Nova Jersia – USA em 18/04/1955. Wolcit, por
sua vez, é engenheiro civil português, nascido em Viseu em Portugal
em 03/05/1969.
Nutrem ambos, cada qual os seus ódios. Einstein adiava a Mecânica
Quântica. Ele achava que este ramo da física destruiria a sua teoria
da relatividade e punha em causa as leis sagradas de Newton. Por sua
vez wolcit, odeia o amor. Ele acha que esse estado de alma destrói a
humanidade. O amor coloca em causa a razão dos seres na coabitação
natural de cada espécie.
Tanto Einstein como wolcit sempre foram solitários. De resto detestam
ambos multidões e ajuntamentos. Mais interessante. Ambos detestam a
essência da humanidade.
O fisico alemão, formulou a sua teoria quando viajava pelos alpes
suiços, depois de ser expulso da escola onde andava. Wolcit, por sua
vez, formula o amor no canto das suas ilusões quando vagueia pelas
ruas da sua cidade.
Tanto a mecânica quântica, como o amor, são e estão cheios de
paradoxos. Tanto a mecânica quântica como o amor se autodestroiem a
si próprios.
Einstien e wolcit tentaram demonstrar a impossibilidade das duas
formulações mas cada vez que se aventuram mais paradoxos e
bizarrarias encontram. São loucas essas formulações tal como os seus
infrutíferos demonstradores.
Tanto Einstein como wolcit nunca mostraram ser bons alunos na escola
(eram até alunos mediocres e os pais do primeiro pensaram que ele
fosse retardado) mas Einstein revelou-se um génio. Wolcit é uma
incógnita mas com uma quase certeza de que não será um génio.
Albert Einstein admitiu quase no final da sua vida que a mecânica
quântica era parte integrante da física e quase que admitiu a sua
existência.
Wolcit ainda não admitiu que o amor faz parte integrante do mundo das
emoções e por vezes perante as pistas que a sua alma lhe fornece
quase que admite a sua existência.
Curiosamente, tanto Einstein como wolcit, adoram as formalizações de
cada um deles. Wolcit adora a mecânica quântica e acredita nela,
Einstein adorava o amor (ele casou por 3 vezes) e acreditava
incondicionalmente nele (no amor). É como se essas formulações
estivessem trocadas. Talvez...
As evidências provocadas pelas demonstrações da não mecânica quântica
e do não amor, levam a uma quase pseudo critica interior de cada um
deles, pela tentativa de renegação dos factos.
Albert Einstein e wolcit vivem em épocas diferentes, mas unidos.
Unidos por laços de incompreensibilidade factuais. Um dia, talvez um
dia, os factos lhes demonstrem o quão incompreensíveis eles foram...


wolcit

 
 
Beijo: Definição




Ahhhhhhhhhhhhhhh encontreiiiiiiiiiiiiiii


Encontrei a definição do beijo. E é exactamente o que eu achava:

Beijo = Toque nos lábios de uma pessoa ou coisa, óculos, (beijo
de...) amizade falsa e pérfida, planta cariofilácea.

Ou seja. Um beijo é algo pérfido. Terrível. É tentativa de amizade
falsa. Ehehhehe
Eu adoro beijosssssssssssss :))))))))))))))))))))))))))))


Mas não é sobre o beijo, propriamente beijo que quero falar.
Estava a ver um programa sobre concertos que iram acontecer em
Portugal durante este mês e vi um casal a beijar-se.
Nada de estranho por isso. Mas a forma como o faziam me fez duvidar
do que realmente se designa por beijo.
Como o dicionário mostra, um beijo é um toque nos lábios de uma
pessoa ou coisa, fazendo pressão e abrindo os lábios após essa
pressão (beijo propriamente dito) provocando um barulho parecido com
smack ou chuak.
O que aquele casal estavam a fazer era tudo menos beijo. Pareciam
estar a chupar uma laranja. E chamam isso um beijo. Acho mais um
procurar o prazer do que propriamente um beijo de carinho.
O facto de esse tipo de beijo (não sei o nome certo), usar entre
outras coisas a língua é como se procura-se nas estranhas o que deve
ser procurado na superfície.
Assim, um beijo não se torna o símbolo da amizade mas sim uma folha
de sete pontas denominado mal...
Mas lá que é bom, isso é (é o que dizem... :))))))))))))))))) )


Wolcit

 
  O Amor?

É o amor uma consequência de actos de verdade, sinceridade e de
honestidade? Ou será apenas e justamente uma intuição avançada?

Creio, que na verdade dos homens o amor é uma invenção... Uma
invenção perpetuada pelas almas em busca de uma necessidade perdida.
Perdida no tempo... Perdida no horizonte... Cabe a nós homens,
alterar essa verdade, antes que seja tarde de mais...


wolcit

 
  Eu sou loco... Eu sou louco, insensível, materialista, sujo, egoísta, teimoso, sem
educação, preguiçoso, presunçoso, complicado, mimado, tarado,
esquisito, estranho, maluco, parvo, estúpido, e por isso o quê do meu
eu, perdesse nos confins das almas vizinhas... Como poderei usufruir
do amor? Como poderei usufruir da adoração estranha á minha alma?
Serão estas virtudes pragmaticamente falíveis numa base real? Serei
eu, este ser imundo, capaz de desbloquear paixões eternas?
Deus olhou para mim e disse: "Tu serás e terás essas virtudes...
Não porque sejam virtudes isentas do bem, mas sim para que aprendas
as virtudes isentas do mal. E assim serás até aprender as virtudes do
bem. E quando tiveres aprendido as virtudes do bem, então aprenderás
a amar. Apreenderás que o amor é eterno... Aprenderás a usufruir
desse amor e estarás pronto para receber o meu espirito..."
Assim, poderei imaginar o longo caminho que me segue à frente... E
poderei sonhar que um dia poderei aprender.


O louco wolcit

 
  Top 10 - Meus filmes Esse é o meu top 10 dos filmes preferidos.

A maioria são Americanos (5), Franceses (2), Italianos (2) e
Brasileiro (1).

A lista:

1º A Hora da Estrela (BR)
2º Bonnie and Clyde (USA)
3º O Carteiro de Pablo Neruda (I)
4º Forrest Gump (USA)
5º O Clube dos Poetas Mortos (USA)
6º O Fabuloso Destino de Amélie Polain (F)
7º Delicatessen (F)
8º Mediterrânio (I)
9º Blade Runner (USA)
10º Irma, La Douce (USA)

Vou hoje falar sobre um desses filmes em particular.
Bonnie e Clyde.
Este filme é uma bibliografia resumida de duas almas que se cruzaram
numa América assolada pela grande crise dos anos 20.
É a história da vida de dois gangsters perdidos no desencanto das
suas ilusões e na horizontalidade da América sulista. Bonnie Parker
empregada de de mesas de um café, e Clyde Barrow frustado assaltante
de automóveis, uniram-se para, durante 4 anos semearem o terror nso
estados sul dos Estados Unidos da América. Ela nasceu em 1910 e ele
em 1909. Conheceram-se em 1929. Foram mortos numa embuscada da
policia em 1934.
Acho a historias mais romanticas que há memória. E tem a vantagem de
ter sido realidade.
Adoro esse filme. Tem muitos porques. Um deles é que Clyde tambem
tinha problemas com as questões de amor. E a primeira vez que fez
amor com uma mulher foi precisamente com a Bonnie na vespera de serem
mortos.
Tem um final feliz. Uma semanas antes das suas mortes, Bonnie
escreveu um poema que vaticina o passado, o presente e o futuro
deles.
Para mim é a historia mais romantica, ultrapassando o lendário
titanic e o considerado ultra romantico romeu o julieta. É que nestes
dois ultimos o romantismo é denunciado. É tradicional. Previsível.
O final de romeu e Julieta é interessante mas é muito tradicional.
Segue a tradição de um escritor. E é apenas ficção provavlemente
baseado em historias que se foram contando de geração em geração.
Este "Bonnie and Clyde" não. para além de ser uma bibliografia e pro
isso aconteceu, é de um romantismo gelado. É o verdadeiro romentismo,
onde o amor é puro e eterno. Fica aqui o poema de Bonnie Parker e a
sua tradução.


Poema Original

The Story of Bonnie and Clyde

You've read the story of Jesse James
Of how he lived and died
If you're still in need for something to read
Here's the story of Bonnie and Clyde.

Now Bonnie and Clyde are the Barrow gang,
I'm sure you all have read
how they rob and steal
And those who squeal are usually found dying or dead.

There's lots of untruths to those write-ups
They're not so ruthless as that
Their nature is raw, they hate all law
Stool pigeons, spotters, and rats.

They call them cold-blooded killers
They say they are heartless and mean
But I say this with pride, I once knew Clyde
When he was honest and upright and clean.

But the laws fooled around and taking him down
and locking him up in a cell
`Till he said to me, "I'll never be free
So I'll meet a few of them in hell."

The road was so dimly lighted
There were no highway signs to guide
But they made up their minds if all roads were blind
They wouldn't give up `till they died.

The road gets dimmer and dimmer
Sometimes you can hardly see
But it's fight man to man, and do all you can
For they know they can never be free.

From heartbreak some people have suffered
From weariness some people have died
But all in all, our troubles are small
`Till we get like Bonnie and Clyde.

If a policeman is killed in Dallas
And they have no clue or guide
If they can't find a friend, just wipe the slate clean
And hang it on Bonnie and Clyde.

There's two crimes committed in America
Not accredited to the Barrow Mob
They had no hand in the kidnap demand
Nor the Kansas City Depot job.

A newsboy once said to his buddy
"I wish old Clyde would get jumped
In these hard times we's get a few dimes
If five or six cops would get bumped."

"The police haven't got the report yet
But Clyde called me up today
He said, "Don't start any fights, we aren't
working nights, we're joining the NRA."

From Irving to West Dallas viaduct
Is known as the Great Divide
Where the women are kin and men are men
And they won't stool on Bonnie and Clyde.

If they try to act like citizens
And rent a nice little flat
About the third night they're invited to fight
By a sub-gun's rat-tat-tat.

They don't think they're tough or desperate
They know the law always wins
They've been shot at before, but they do not ignore
That death is the wages of sin.

Someday they'll go down together
And they'll bury them side by side
To few it'll be grief, to the law a relief
But it's death for Bonnie and Clyde.


Bonnie Parker


A tradução

A história de Bonnie e Clyde

Vocês leram a história de Jesse James
De como viveu e morreu
Se vocês ainda tiverem necessidade de ler algo
Aqui está a história de Bonnie e Clyde.

Agora Bonnie e Clyde são o Barrow Gang,
Eu estou certa que vocês leram tudo
como roubam e matam
E aqueles que gritam que são geralmente encontrados feridos ou mortos.

Há muitas mentiras dessas que nos descrevem
Eles não são tão inumanos como isso
Sua natureza é crua, eles odeiam toda a lei
Pombos de tamborete, observadores, e ratos.

Chamam-nos assassinos de sangue frio
Dizem que somos insensíveis e medianos
Mas eu digo isto com orgulho, eu conheci uma vez Clyde
Quando era honesto, vertical e limpo.

Mas as leis enganaram-se à cerca dele
e prenderam-no numa cela
até me disse, "eu nunca estarei livre
Assim eu encontrar-me-ei com alguns deles no inferno."

A estrada era tão ofuscante iluminada
Não havia nenhum sinal na estrada para nos guiar
Mas decidimos se todas as estradas fossem cegas
Eles não deixariam até que eles morressem.

A estrada se põe mais escura e mais escura
Às vezes você mal pode ver
Mas é homem que luta homem a homem, e faz tudo que você pode
Para saberem que nunca podem ser livres.

Da quebra do coração, alguns povos sofreram
Do cançaço morreram alguns povos
Mas ao todo, as nossas dificuldades são pequenas
até que nós começamos como Bonnie e Clyde.

Se um polícia for morto em Dallas
E não têm nenhum pista nem caminho
Se não puderem encontrar um amigo, enxugue a roupa limpa
E pendure-a em Bonnie e Clyde.

Há dois crimes cometidos na América
Não atribuído ao Barrow Gang (bando da Vestimenta de flanela)
Não tiveram nenhuma mão no demando sequestro
Nem o trabalho do depósito da cidade de Kansas.

Um newsboy disse uma vez ao amigo dele
"eu desejo que o velho Clyde começasse saltado
Nestes tempos duros nós adquirimos algumas moedas de dez centavos
Se fossem abatidos cinco ou seis policias."

"A polícia não começou o relatório ainda
Mas Clyde chamou-me lá em cima hoje
Disse, "não comeces nenhuma luta, nós não somos
trabalhadores da noite, nós estamos-no juntando ao NRA (National Rifle Association)."

De Irving ao viaducto ocidental de Dallas
É conhecido como o Great Divide
Onde as mulheres aão a familia e os homens são homens
E não baterão em Bonnie e Clyde.

Se tentarem agir como cidadãos
E alugarem um pequeno apartamento agradável
Aproximadamente à terceira noite são convidados a lutar
Por uma secundária metralhadora.

Não pensam que são resistentes ou desesperados
Eles sabem que a lei gannha sempre
Foram atingidos antes, mas eles não ignoram
Aquela morte é o salário de pecado

Um dia irão para baixo juntos
E enterrá-los-ão lado a lado
A poucos será pesar, à lei um alívio
Mas é a morte para Bonnie e Clyde.

Bonnie Parker



Como se observa (apesar desta tradução não estar em condições), esse é
aquele amor. E esse sim. É o meu amor...
E é por essa razão que adoro essa historia... Um romantismo sério, um
amor puro e "...um dia irão para baixo juntos..."

wolcit 
  O primeiro nu Nascemos nus. Despidos de "lirismos" corporais, filosóficos e
psicológicos.
Vimos puros, como a água da fonte. Somos nós e nós. É a nossa alma
contra a nossa alma. Mas eis que passa um dia, e as interacções das
almas estranhas nos assolam num continuo crescente.
Olho para uma criança recém nascida e observo as suas mãos. São mãos
livres. Livres sem desejo, sem aventura. Apenas mãos nuas. Olho para
uma mulher e observo as suas mãos. São mãos dependentes, com
aventuras. São mãos de raiva pela vida. E me pergunto: "qual o
momento em que a separação entre o livre e o dependente se deu?".
Resposta: "o momento se deu quando o ser tomou a dependência da
natureza humana".
Sou contra. Sou naturalmente contra a dependência, embora seja eu um
dependente crónico das suas raízes e da suas necessidades. Uso roupa.
Sou um dependente vestuativo. Como. Sou um dependente
carnívero/hervivero. Faço necessidades fisiológicas. Sou um
dependente fisiológico. Contudo, abstenho-me em usar adereços ou
utensílios e demais mascaras sociais. Não uso relógio embora seja um
dependente do tempo.
Li algures que o uso de adereços ou utensílios é uma forma de charme.
Hoje o uso desses objectos (não apenas pulseiras, brincos , anéis,
mas toda a mascara humana) tem cariz de sostificação. Passa a ser
moda. É moda. O uso de piercings nas mais variadas partes do corpo
(entre queixo, face, língua, testa, nariz, umbigo, vagina, mamilos,
orelhas, lábios, etc.) faz parte do ritual da moda. Não a moda total
mas principalmente a moda nas camadas da geração cool. Mas como a
droga, o café, o chocolate, o sexo, etc., os adornos são consequência
da dependência. Minha mãe tem de usar relógio. Mas não tanto para ver
as horas mas porque sem ele (relógio) se sente despida. Tornou-se
para ela uma dependência quase letal (quase letal porque na sua visão
limitada – que é a nossa visão humana – não existe espaço para a
liberdade existencial. E homem não livre, é homem sem razão de
existir).

A Malu falou em beleza. A beleza é subjectiva como é óbvio. Ela usa
os utensílios porque ela se sente bem. Se depedentamilizou a sua
razão. E está no seu livre arbítrio usa-los. Mas é uma dependência.
E os seres humanos jamais se livrarão dela.
Malu falou de uma criança de dois anos. Extraordinário o ser humano.
Logo nos primeiros anos já sente a raiz da dependência. Mas essa raiz
é apenas de imitação (as almas que gravitam á suas volta a
instrumentalizaram). Ela sente a sua mãe, as suas tias..., usando o
baton. Se esse é o estima do bem estar, então "pelo ir porque os
outros vão", vai. E quer. Quase de certeza, usará brincos, anéis, se
interioriza das mentiras e omissões. E juntamente com as suas
máscaras amará, odiará, simpatizará, se aborrecerá e finalmente
sofrerá. O ser humano é um natural sofredor. Sofre porque a sua raiz
é sofrer. Ele sofre porque nasceu, sofre porque vive. E por mais
tentativas, por mais "invenções" que fizer, uma vez sofredor, sempre
sofredor...
Malu falou sobre a produção feminina e seu efeitos nos homens. Claro
que eu próprio sinto esse efeito. Claro que quando uma mulher me
aparece á frente maquiada, de vestido provocante, com ar sensual, as
minhas hormonas quase que saltam da ponta dos meus pelos. Mas isso
é uma consequência da minha tentativa de sobrevivência. Quase como
uma intuição celular. Todos os animais têm como objectivo sobreviver.
Seja a que preço for. Claro que tem formas de suavizar, mas no fundo,
intuitivamente isso acontece. A resposta é: "Somos dependentes da
sobrevivência..."
Malu falou sobre o tipo de mulheres do mundo. Interessante esse
facto. O esterotipo de mulher depende da cultura em que ela se
insere. Isto é: Uma mulher Brasileira, tem a necessidade de manter o
seu amado (marido, namorado, amante, etc.). E porquê? Porque na
actual conjuntura Brasileira, para a sua sobrevivência terá que
alterar os seus costumes. Claro que há excepções. Mas numa perpectiva
de números (e eu adoro números J) os valores rondam os 89% (e tem
pelo menos uma prova: a avó da malu se embeleza não para a sociedade,
mas para seu marido).
A mulher europeia, mas propriamente a mulher portuguesa, não precisa
de se apromar muito. Ela apenas o faz durante a fase de "procura".
Quando ela "agarra" o seu homem, não necessita mais e se preocupar.
Tem vezes que me chocam certas situações. Pessoas que antes eram
sensuais tornaram-se pessoas quase vegetais. A resposta delas é
invariavelmente a mesma: "ahhhh agora não preciso de perder tempo
com isso. Agora posso-me sentir à vontade". Ela não pensa que o seu
amor a abandonará só porque ela já não se arranja. (Tem excepções e a
ordem numérica é de cerca de 3%).
As americanas estão tendo a sua quinta revolução. Por causa da
internet e não só (nos EUA tem muitas agências de casamentos e
acompanhantes), os seus potenciais amores estão indo procurar
parceiras para o Oriente. E Porquê? Porque segundo os mesmos, a
mulher oriental tem valores que estão perdidos. Ou seja. A mulher
oriental mesmo casada se arranja para o marido e apenas para ele. E
atenção: as últimas pesquisas 30% das mulheres americanas estão a
abandonar a carreira em troca da vida familiar (é algo
extraordinário).
Uma vez perguntei à minha mãe: "mamã, porque é que tu não te arranjas
para meu pai?". A resposta foi: "Não preciso. Eu já o conheço. E aqui
em casa ando á vontade". Voltei a insistir: "Mas tu quando sais
aranjas-te". Resposta: "Claro, porque vou á rua onde serei vista por
milhares de pessoas".
Esta forma de pensar mostra uma coisa curiosa: As pessoas usam a
embalagem para atingir os estranhos. Ou seja: É mais importante ter
bom aspecto mas pode ser um desgraçado interior, do que ser uma alma
fantástica e ter uma embalagem quase horrível.
Os maiores problemas (e praticamente os únicos) que tenho aqui em
casa, é do foro da embalagem. "Faz a barba, cortas a unhas, corta o
cabelo, lava-te, penteia-te..., olha que ninguém te quer, olha que
assim não vais longe, olha que assim é difícil arranjar serviço...",
são as formas de pressão mais ouvidas.
Mas vou resistindo. Sei o que sou, quem sou e o que faço. Sei a força
e as fraquezas da minha alma e isso me basta. Nas palavras da
sapiente malu, "Quem é belo é belo aos olhos – e basta. Mas quem é
bom é subitamente belo." E nesta ultima frase, quem é bom só é
subitamente belo, quando o parecer...
E só para terminar por hoje, direi que a Malu, escreveu um texto
fantástico sobre o Orgasmo. E mais uma vez, nas suas palavras depois
do uso das mascaras, "...se fuma um mesmo cigarro em silêncio, se
viram e dormem...".
E de tudo isso fica apenas a memória do primeiro nu. O ser no seu
mais radical lado. A liberdade...

wolcit

Só uma nota:
Não sonho casar com uma mulher que seja boa cozinheira. Na realidade
eu não quero casar. O casamento é algo fútil. Um acordo para gerir
mais barato as receitas domiciliárias e porque é bonitinho, e porque
fica bem e porque, porque, porque a sociedade assim o impõe.
O amor não é originado por causa de uma missa, uma caneta e uma
cambada de papeis. Ou porque a sociedade impinge, mas sim por entre
outras coisas, a dependências de sobreviver à raiva da vida.
Mas malu, tenho que te dizer uma coisa: Não existe no mundo inteiro
ninguém que tente conquistar o seu homem pela barriga. Isso é o que o
homem quer. Ser conquistado pela barriga. Mas as mulheres de hoje não
se interessam muito por essa hipótese. Talvez daqui a uns séculos
ehhehe.
De qualquer forma, eu estou numa fase, em que não acredita na
feiticeira. Existem algumas dependências sobre a minha feiticeira,
mas apenas vagas imagens. Não sei que mulher será ou seria a minha
feiticeira. Tenho até medo de imaginar hehehe. Na realidade até tenho
medo de chegar perto de uma (me dá daqueles arrepios horriveis na
espinha). Claro que uma mulher interessante (interessante é diferente
de ser bonita - e pode até ser bonita), que saiba e goste de
cozinhar, que de vez em quando me satisfaça as minhas fantasias e
que compreenda a minha alma (e a aceite - aqui é quase imperativo),
seria uma óptima feiticeira. Mas isso são apenas sonhos dependentes...

Ficaram muitas coisas para serem ditas. Queria falar sobre
dependência (o email está a ser escrito), queria falar sobre
casamentos (está a ser escrito), queria falar sobre porque as pessoas
tendem ser infiéis (está a ser escrito) e queria falar sobre muitas
outras coisas. Mas por agora só isto.

PS: Tudo o que foi escrito sobre a "mulher vs homem" é exactamente
igual sobre o "homem vs mulher". O ser humano na sua essência é
exactamente igual.


 
  Primos para o futuro:


www.mersenne.org ou www.entropia.com/ips


wolcit

 
  Casamento

Contrato celebrado entre duas pessoa de sexo diferente que pretendem constituir família mediante de uma plena comunhão de vida (art.º 1577.º do Código Civil, na redacção do Decreto-lei m.º 496/77, de 25 de Novembro). O contrato matrimonial tem carácter solene ou formal, nos termos estabelecidos na lei civil ou na lei canónica, conforme se tratar de um código civil ou católico. A validade do casamento civil depende de dois tipos de requisitos: de forma ou extrínsecos (solenidade) e de fundo ou intrínsecos. Entre estes conta-se a idade nupcial ou nubilidade, que hoje é de 16 anos para ambos os sexos (art.º 1601.º, alínea a)). Anteriormente a 1977 era de 16 anos para o sexo masculino e de 14 par ao sexo feminino.
O consentimento dos nubentes só é relevante se manifestado no próprio acto da celebração do casamento (art.º 1617.º). Admite-se, porém, o casamento de procuração (art.º 1620.º).
Baseia-se o casamento na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges e a direcção da família pertence a ambos. Pretendeu-se com isto abandonar o que foi chamada “concepção patriarcal”, com a existência de um “chefe de família”. Os cônjuges estão reciprocamente vinculados aos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência. A violação de qualquer desses deveres, que, “pela sua gravidade ou reiteração, comprometa a possibilidade de vida em comum”, é fundamento de divórcio. Este, em qualquer das suas formas (mútuo consentimento e litigioso, é hoje aplicável (protocolo adicional à Concordata (1), de 15 de Fevereiro de 1975, e Decreto –Lei n.º 61/75, de 27 de Maio), para efeitos civis, ao casamento católico, que, numa perspectiva confessional, permanece indissolúvel. Os regimes de bens no casamento são agora apenas três: o da comunhão de adquiridos (regime supletivo), o da comunhão geral e o da separação (2). O Decreto - Lei m.º 496/77 suprimiu o regime dotal, porque colidente com o princípio da igualdade jurídica entre os cônjuges.
No plano constitucional, afirma-se i direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade (art.º 36.º, n.º 1). A família, “como elemento fundamental da sociedade”, tem direito a protecção, (art.º 67º, n.º 1). Absteve-se o legislador de, ao invés do que acontece, por exemplo, na constituição Italiana (art.º 29.º), declarar a família como sociedade natural “fundada no matrimónio”. De certo modo a Constituição portuguesa passa um “cheque em branco” a quaisquer formas de sociedade familiar, incluindo a união de facto “more uxorio”.

Casamento duplo
Instituição matrimonial em que periodicamente dois homens trocam entre si as mulheres ou, á falta delas, as irmãs ou mesmo filhas. Este facto parece ainda subsistir em povos de cultura árctica. Algo similar se verifica nos povos pigmóides. Entre os povos muçulmanos também se verifica a troca de mulheres, mas normalmente apenas as segundas e terceiras.

Casamento entre irmãos
Casamento entre parentes próximos e com frequência mesmo entre irmãos consanguíneos. Feitos por motivos religiosos (rei divino) e biológicos, era praticado nas dinastias principescas do antigo Egipto, dos grandes impérios africanos, da antiga Ásia Menor , dos Incas e dos Chibohas.
Fenómeno frequente nas famílias reais ptolomaicas e selêucidas, na época helenística esteve muito divulgado entre o povo, como o demonstram inúmeros papiros.

Casamento morganático
Diz-se de um casamento entre um príncipe e uma mulher de linhagem inferior, ou vice – versa, e no qual cada cônjuge conserva a sua condição. Também chamado “casamento da mão esquerda.

Notas:

- Este texto foi retirado de uma enciclopédia, sendo esta de 1984, pelo que tem algumas incorrecções e principalmente algumas desactualizações neste campo.

- As frases ou palavras entre “ “ significa que essas frases ou palavras estão realçadas. Como eu escrevo directamente na página do egroups, e esta não tem a faculdade de colocar em Bold essas mesmo frases ou palavras, optei por usar as aspas.


(1): A Concordata é um protocolo (tratado) celebrado entre a Santa Sé e um outro estado. Entre as Concordatas assinadas com Portugal é de assinalar a concluída em 1940, a qual, para além de outras matérias, de novo atribuiu ao casamento católico os seus efeitos civis. Por aplicação dessa concordata e do Decreto-Lei n.º 30.615 de 27/7/1940, que a integrou do direito interno Português, o divórcio passou a ser admitido apenas quanto aos casamentos civilmente contraídos. A Concordata foi alterada por um protocolo adicional assinado em 15/2/1975, em termos de se facultar a dissolução, pelo divórcio, dos casamentos católicos apenas quanto aos seus efeitos civis (Decreto-Lei n.º 261/75, de 27/5/1975). Para mais informações ver o site http://www.terravista.pt/Guincho/1018/cc.htm
Claro que sou completamente desfavorável à Concordata. Mais à frente direi porquê.


(2): Actualmente os regimes de casamento são 3, com um 4º regime que ainda não está legalizado.

1º Regime da comunhão de bens adquiridos
2º Regime da comunhão de Bens (Geral)
3º Regime da comunhão de separação de bens
4º Regime de união de facto. (este ainda não está legalizado e tem sido motivos para muitas discussões nomeadamente nas possíveis uniões entre homossexuais. Esta ultima situação prende-se também com o protocolo com a Concordata que proíbe casamento entre pessoas do mesmo sexo. A questão tem gerado muita controvérsia cá em Portugal)




Para compreendermos algo, precisamos de voltar ao início. Ao inicio dos tempos.
Li num livro que para compreendermos o futuro teremos que primeiro compreender o passado. Li também que só chegaremos ao futuro se passarmos pelo passado.
O casamento, curiosamente, não foi por uma questão religiosa, mas sim por questões sociais com aproveitamentos religiosos. O casamento foi então, uma invenção de forma a proteger os “direitos” dos homens fortes (como sempre). Explico. Naquela altura apenas os homens fortes eram escalonados para partirem em busca de alimentos (caça) e outras necessidades que a aldeia precisava. Ora esses homens por vezes teriam que ficar dias, semanas e ás vezes meses para conseguir executar a sua missão. Mas nem todos os homens eram fortes e os mais fracos teriam sidos designados para tratar por exemplo da agricultura e tarefas mais brandas. Ora perante essas situações, seria natural que houvesse ligações emocionais que tenham provocado roturas na sociedade da altura. É frequente ouvir-se hoje em dia que a prostituição é a profissão mais velha do mundo. Não é de admirar. Com o parceiro habitual fora da aldeia, o caminho estaria aberto aos que ficavam.
Para evitar esse tipo de situações, aqueles que habilmente se intitulavam ser o elo de ligação entre a aldeia e seus membros e Deus ou Deuses, chamaram a si a responsabilidade de por cobro á confusão (talvez tivesse havido guerras, lutas, disputas, ataques de ciúmes e outro tipo de situações que ainda hoje se verificam – não seria de todo estranho). Naturalmente que a melhor forma de resolver a situação seria unir duas pessoas de modo que fosse de todo impossível separa-los. Como? Simples: Como era necessário encontrar uma forma de impossibilitar a separação de um casal, seja por acções internas (zangas, etc.) e/ou por acção externa (outros elementos mulher/homem que possam intrometer-se na ligação), a melhor forma de o conseguir é levar alguém a pensar que seria uma catástrofe se acontecesse algo de diferente. Qualquer membro de um casal, se sentiria receoso das consequências. Por Deus ou por Deuses, afinal o elemento mais poderoso que existe (exactamente pelo seu caracter indubitável e inelável – não se coloca e na altura nem pensar em faze-lo, a duvida se Deus ou Deuses existiam), foi realizado o primeiro casamento da história. Foi feito um ritual onde o chefe da tribo, aldeia, o pajé, feiticeiro, etc., tomando-se como representante de Deus ou de Deuses, unia esse casal eternamente. O símbolo que se usou foi uma aliança. Esse costume é ainda hoje, usado em praticamente todo o mundo. No haitii e ilhas limítrofes o símbolo do casamento não é (não era – não sei se os costumes mudaram) aliança, mas sim colares feito de flores que os nubentes colocavam ao pescoço. A partir do primeiro casamento, todos os outros fora repetidos. Foi então constituído (talvez não formalmente) a instituição casamento que perdura até nós. Ao longo dos séculos, o casamento tornou-se algo sagrado. Pessoas casadas teriam os movimentos exteriores muito restringidos. Hoje em dia, é quase garantido encontrar nos países muçulmanos esse tipo de situação. Nós vimos que no Afeganistão as mulheres usavam Burqa. O corpo, incluindo a cara completamente tapada. E se houvesse hipótese delas não saírem de casa, elas não sairiam de casa. Outro dia, entrei num canal islâmico da Dalnet, e por acaso acabei a conversar com uma moça muçulmana. Quando terminamos a conversa eu disse: “ok. Kisses for you and for yours – ok beijos para ti e para os teus”. A moça não escreveu mais nada e dei por terminada a conversa e preparei para desligar a internet e ir para a cama, quando alguém (um tipo) me mandou um PVT. Era o irmão da moça. Dizia ele que não devia ter enviado beijos porque só os homens da família é que podem beijar as mulheres dessa família. Pedi desculpas e disse que os beijos era apenas um normal comprimento. Ele disse que sabia disso mas que nem como comprimentos o podia fazer. Disse-lhe eu então que lhe desse um aperto de mão. Ele voltou a dizer que nem isso era permitido. “Why? Why not? They are persons just like us. They must be respect. I respect all people, men, women, all – Porquê? Porque não? Elas são pessoas justamente como nós. Elas devem ser respeitadas. Eu respeito todas as pessoas, homens, mulheres, todos”. Então ele disse que era costume islâmico. Disse ele que era para evitar que elas se apaixonassem por outros homens ou que enganassem os namorados, maridos, etc.. E continuou perguntando: “look for ocidental people. They has got a divorce, families are destroyed, a lot of promiscuity existes inside of the ocidental families...- olha para as pessoas ocidentais. Elas conseguem o divórcio (divorciam-se), famílias são destruídas, existe muita promiscuidade dentro das famílias ocidentais....”.(ele disse mais coisas mas demoraria imenso estar aqui a escrever a conversa toda). E como já era tarde, despedi-me e fui. Neste diálogo está patente o cuidado como os povos muçulmanos tratam o casamento. Curiosamente ou não o Alcorão não foi evocado em nenhum momento para justificar a chamada de atenção. Contudo, quem lê o Al Corão encontra esse pensamento bem patente. Pensamento baseado em resoluções religiosas. Para? Exactamente promover a harmonia tribal (harmonia na aldeia, na sociedade, na família).

Claro que tudo isto são suposições. Suposições baseados em informações recolhidas em livros e na web. Não quero dizer que seja esta a verdadeira historia do primeiro casamento. Provavelmente não é. Mas tem uma boa hipótese de ser.
O que quero eu dizer com tudo isto é a razão pela qual sou contra a instituição do casamento. Contra a essência do casamento. Contra o porquê do casamento. Como sempre escrevo, não preciso de casar para gostar de uma dada pessoa. Aliás acho um erro as pessoas se casarem por acharem (uma grande maioria acha isso) que ficarão mais integras e serão mais felizes. Pelo contrário. No casamento duas pessoas não podem ser simples noivos, homem e mulher mas têm de ser amigos, e mais importante, cúmplices. Tal como dois bandidos que assaltam um banco, duas pessoas que se casam (ou se juntam) têm de trabalhar para terem sucesso no assalto e depois para poderem partilhar o dinheiro roubado. No casamento ou união, duas pessoas têm que forçosamente ser tudo. Amigos, inimigos, conhecidos, desconhecidos, bons, maus, engraçados, grossos, têm de sentir a efervescência da ligação. A essência da ligação. A união das suas almas numa só. Esse é que é o truque.
A maioria das pessoas nem se quer se dá conta do que fazem. Apenas casam. E o mais bizarro é que só o fazem porque acham bonito a cerimónia. Acham interessante aquelas palavras do padre (ainda gostava de saber o que tem o padre de engraçado para quase sempre os noivos se rirem). Acham que por casarem e por “educação” (duvido imensamente dessa “educação”), devem convidar todos os amigos coisa e tal. Sim até porque serem “educados” lhes dá direito a presentes desses tais amigos. Com listas num qualquer local de bugigangas que eles acham que será útil para a sua casa. E porque a inveja é rainha, até convém convidar as ex-namoradas e ex-namorados, para mostrarem o quanto eles perderam. A rejeição nunca é deles. É sempre dos outros. Mas por “educação” lá convidam.
Que bonito que ficam nas fotografias. Olha aquela foto ali? Lembras-te? Foi quando escorregaste e bateste com a cara mesmo em cheio no bolo. Foi uma pena pois o bolo era tão bonito. De qualquer forma adorei a forma como me lambeste. E entretanto mais um beijinho.
Existe algo de fantasmagórico no casamento. Não sei, Talvez a pureza da Noiva de Branco, que contrasta com o preto do noivo. Nalguns povos a cor é o vermelho. Noutros o amarelo e verde. Segundo eles significa pureza. Como se a pureza fosse mesmo a deles. Ahhhhhhhhhh que linda noiva vem ali de branco, imaculada. Mas que estranho. É impressão minha ou ela tem andados estes 5 meses a comer bolos de chocolate sem se fartar?

E volto a ensaiar sobre o casamento. Eu caso porque quero resolver a minha vida. Que estranha final de frase: “... a minha vida”. Então o casamento não é a NOSSA vida? Devia-mos dizer: “Eu caso porque quero resolver as nossas vidas, a minha e a minha namorada“ (mulher, amante, seja o que for).
Ainda no IRC (o IRC é interessante num aspecto: é que fazendo as prospecções certas, descobre-se coisas curiosas). E num destes canais de IRC, alguns usuários (leia-se usuárias – sempre mulheres, porque?), escreviam frases quase ofensivas tipo: “O fulano (marido de uma) vai ao jantar (do canal)” ou “Convidei o fulano e ele aceitou de imediato”, A resposta da visada não tardou: “ainda bem. Assim me vejo livre dele”.
Num outro dia umas das envolvidas nessa conversa me deu um PVT onde me perguntou sobre qualquer coisa que não me recordo agora e aproveitei para perguntar que raio de conversa era aquela de outro dia. A usuária explicou que era uma forma de tramar a outra coisa e tal. E eu afirmei: “Ahh sim. Pareceu-me que a outra tinha ficado contente por saber que o marido ia a um jantar onde iam outras mulheres a mais de 300 km de distância e que possivelmente (já que era jantar) iria dormir por aí”. A minha interlocutora não demorou muito a dizer: “ahhh ela disse isso porque assim fica livre para poder sair com os amigos. Ela sai com os amigos e ele sai com outros amigos”. Respondi: “Mas isso não devia ser. Que estranho. Não deviam ir juntos? Afinal de contas eles são casados e tens filhos”. Resposta:” Coisa deles”...
Perante isto, e supondo que isso é verdade (deve ser já que em Portugal, como no Brasil, é costume as pessoas saberem coisas umas das outras – sabe-se lá porquê e para quê, e a tal usuária parece saber sobre quem se tratava), que raio de casamento é esse? Quase que aposto que esse casamento mais dia menos dia acabará. Justificação? Simples: “Já não existia amor. Mas ainda nos gostamos. O amor é que acabou”. Compreende-se porquê.
O casamento deve ser uno. Casar deveria (deve) ser uma simbiose, uma união, um circulo fechado. Se eu estou doente, se estou triste, se estou alegre, se estou feliz, então a outra parte também o estará e vice versa. Não se pode esperar o fácil. Não se pode esperar que o amor seja declarado. É preciso sentir. É preciso que as pessoas se unem em torno de um tronco e que esse tronco é o resultado da mistura das duas almas que, saudavelmente são diferentes. E o amor não acabará. Caso contrário...



Sou conta a concordata. A concordata é uma convenção solene feita entre a igreja e determinado estado para regular as relações entre os dois poderes. Sendo a esfera de cada um totalmente independente, em principio não deviam ser necessárias as concordatas, mas o facto é que os conflitos começaram a surgir logo no primeiros séculos. Sobretudo a partir do século XIX as concordatas revelaram-se muito úteis, mesmo em estados de maioria não católica, em ordem não só para assegurar a paz e a harmonia mas para dar garantia jurídica à liberdade religiosa. Numerosos dissídios entre a Igreja e Portugal (relativos á liberdade eclesiástica, ao exercício do padroado, ao poder judicial, às imunidades eclesiásticas, ao foro clerical, ao direito de asilo, etc.) foram sendo resolvidos ao longo dos séculos por sucessivas concordatas. A última e mais importante de todas, que veio regularizar a situação criada com a Lei de Separação (1911) e outras medidas laicizantes, foi aprovada pela Assembleia Nacional em 27/05/1940). Não há muito tempo (três anos atrás) houve alteração a esta concordata mas sobre o 11 de setembro que visou a não discriminação de outras correntes religiosas nomeadamente a islâmica.
Como se vê, é necessário a religião para resolver as velhas questões sociais. Ou seja, usa-se uma permissiva capaz de sobrepor a todos os direitos a imposição de uma religião como sendo esta a detentora da verdade sem a qual nenhum estado (pelo menos o Português) conseguiria sobreviver. Por isso eu sou contra. Completamente contra. Um estado não pode ser responsável pelo bem estar e felicidade dos seus cidadãos. Um estado não pode impor uma religião, seja ela qualquer for aos seus cidadãos. Um estado deve sim promover a responsabilidade dos seus cidadãos às suas próprias escolhas e opções. Ao estado cabe a arbitragem imparcial das questões de responsabilidade de cada cidadão. E cabe a este último a responsabilidade dessas opções e escolhas e se responsabilizar perante as regras por que se rege esse estado. Não pode de forma alguma, a religião, se sobrepor a isso. Se eu sou homossexual, então deverei ter a responsabilidade de contrair matrimónio (ou não) com outro homossexual ou não. Não pode o estado dizer que não é permitido, porque a igreja não autoriza. Se eu sou homossexual e quero adoptar uma criança, não pode o estado dizer que não é permitido, porque a igreja não autoriza.
O ser humano tem mais de 5 mil milhões de anos. No inicio éramos primitivos. Hoje continuamos primitivos. E amanhã continuaremos primitivos.
E entretanto casemos-nos. Para o bem e para o mal. Para a vida e para a morte. Até que tragicamente Deus nos separe...


Wolcit
 
  Beijos, socialmente correcto e o Super Homem


Hoje vou escrever sobre três temas unidos pela humanização do beijo de Nietzsche.

Comecemos pelos beijos. Existem três tipos de beijos ditos orgânicos. São ele o Beijo sexual, o beijo filosófico e o beijo social.

O beijo sexual

É o beijo dado por prazer. Os beijos ardentes, os beijos apaixonados, os beijos de amor, os beijos por carinho são beijos sexuais. Dois amantes, enamorados, mãe/pai e filhos, tios/tias e sobrinhos, irmãos, ..., dão beijos sexuais. O prazer de um é o prazer de outro. Unicamente se dão esses beijos com o intuito de nos oferecermos e ou oferecer, momentos de prazer explícitos. Fomenta aqui o dúbio da troca.


O beijo filosófico

É o beijo único. O beijo dos sonhos, das ilusões. Este beijo encontra-se nas mais variadas formas de dizer “eu te amo”. É o beijo do imenso ser. Do Eu supremo. Nas palavras de Frederich Nietzsche é o super beijo na super boca do super homem na fronteira final dos homens.
O beijo filosófico é o beijo supremo e último. É a insustentável paixão de seres por seres. E nele, no beijo, que se encontra a sombra do amor eterno.


O beijo social

É o beijo dado na e pela sociedade. Um cumprimento sob a égide de um beijo é um gesto social. Fica bem. É de etiqueta, boa educação, socialmente correcto. É afinal o chamado beijo virgem.


Neste post, falarei do beijo social. E sobre este, assenta o meu protesto.

O beijo social é impessoal. Quando duas pessoas se beijam em sociedade fazem-no não por ternura (a isso seria beijo sexual), mas por tradição, por educação, porque é o correcto estipulado na sociedade onde vivemos. Mas, que representação tem para cada um de nós? A resposta é, como sempre, nenhuma. O beijo social se reproduz por indução não por emoção. Não se sente um beijo social. Na realidade nem sequer se pode chamar de beijo. Chamar-se-ia por exemplo, “faces”, ou “laterais” ou outra qualquer coisa, mas nunca beijo.
Poder-se-ia dizer: “mas porque essa mania de dar beijos se eles são impessoais?” A resposta poderia ser dada por convenção. Isto é, se um homem beija uma mulher na rua, que seja, por convenção, a mulher dar a cara. Se uma mulher beija outra mulher na rua, a convenção seria a mais nova a beijar primeiro (se acontecesse duas mulheres terem nascido no mesmo dia no mesmo ano, poder-se ia seguir o critério que a mais alta beijasse primeiro. Até podia-se criterizar a primeira a beijar podia ser a primeira a reconhecer a segunda). Se um homem ou mulher beija uma outra mulher na casa desta, então os visitados beijariam os visitantes.
Na Rússia este problema foi teoricamente resolvido pelos quatro beijos. Cada um dá dois beijos, um em cada face. Mas na essência do beijo, este continua a ser social e impessoal. Não se sente. Na realidade em sociedade não importa sentir, mas sim cumprimentar, friamente, como se o beijador e o beijado tivessem herpes.
O beijo Social é como um sorriso amarelo como que recebeu e não gostou mas que está proibido de a cavalo dado não olhar o dente..
Por isso eu protesto. E por isso não beijo. Aperto a mão. E porque se os olhos são o portal da alma, a mão, a mão que embala o berço, é a chave que abre esse portal. E por isso se sente e cumprimentar e não sentir, é como amar um sonho irreal....


Mas continuemos com o socialmente correcto. Quando um homem se declara a uma mulher, seja no namoro (antiquado) ou no casamento (usa-se pouco) ou ainda na declaração do seu amor, é costume (não obrigatório) oferecer um anel (a maioria dos casos), pulseiras (mais raro) e ou colares ou brincos (tem muitos casos). A mulher depois do momento de surpresa quase chora de alegria e aceita sem pestenejar dizendo o usual “sim” ou “eu também te amo”. Mas é socialmente correcto. A sociedade assim o impõe. É como uma obrigação.
Socialmente correcto é casar (agora diz-se união de facto – união sem de facto estarem casados tanto por civil ou pela igreja – O estado Português não reconhece este estado civil). Caso isso não se verifique existe um laço em pecado. Não é correcto. È socialmente incorrecto.
Observa-se na rua as mulheres e os homens. E sentimos como que um estado latente do procura / acha / esquece. O socialmente correcto obriga a mulher/homem procurar homem/mulher. E a partir daí dá-se o “fim da missão”. Consegui o homem/mulher tenho filhos, a missão está cumprida. Friamente cumprida. E o amor, esse, passa a ser apenas uma filosofia do horizonte do super homem. E porque é socialmente correcto viver numa tragédia, então passa a obrigatoriedade de ser socialmente correcto à forma mais humana aceite. E protesto. Protesto contra o socialmente correcto...



E porque falo de Nietzsche, fazia uma sugestão. Vejam o filme “The Lord of Flies” em Português, “O Senhor das Moscas”. Está lá tudo. O super homem, a trágico palco da vida, a essência humana no seu melhor e a fixação por Deus como sendo a fronteira do super homem...


wolcit



PS: Este filme parecendo tratar-se de uma história para crianças não o é. Embora os diálogos sejam de crianças é um filme perturbante e terrível. Mais importante ainda: São crianças na sua mais pura essência e nela se espelha a essência dos homens...

Este filme é de 1990 foi realizado por Harry Hook e é baseado num romance de William Golding.
Este filme foi anteriormente filmado em 1963 por Peter Brook. O livro é um clássico e é dado nas escolas brasileiras.


 
  Palavras a um Bosque Escuro

Uma palavra é tão forte como um castelo de pedra e tão
fraca como um castelo de cartas.

Na amizade, elas são fortes, imortais, cada uma palavra
redondinha, esculpida como os vales verdes entre montes.

Na amizade a ruina só existe quando há quebra de valores,
sobrepostos aos interesses unicos e egoistas...

No amor, elas são fracas, mortais, cada palavra pontiaguda,
arrancada dos montes rudes entre vales macios.

No amor não é prova garantida - tudo recomeça todos os dias
(se recomeçar).

Como é que tu gostas de mim?, vc pergunta
Gosto de ti como daqui até à Austrália.
Gosto de ti como bife com batatas fritas.
Gosto de ti como vc gosta de tomar banho todos os dias
Gosto de ti como sei que neste momento gosto definitivamente de ti

E que palavras frágeis são estas. Bastará um click para a
ultima carta se desfazer em lágrimas....

mas como diz o poema: "...é o fim do aprendizado, mas não o fim
da vida"

With love (love ergométicamente possivel)

wolcit 
  Morrer é belo. Por favor... respeitem....

A morte é imortal.. é bela.. é perfeita... é sublime...
é o nosso futuro....

Por essa razão... respeitem-na, odeiem-na, mas acima de tudo
existam para que ela vos beije com os seus lábios suaves, frescos,
brilhantes,... e vos leve numa viagem sem igual, viagem imortal,
bela, perfeita,...

Saibam existir... E quando existirem, morram

Por favor.... respeitem...

 
  O cidadão do Mundo que detesta o cidadão do Mundo


Olá... Sou eu!!! o cidadão do mundo.... e como detesto este
cidadão do mundo...

Há quem deteste Português...
Há quem deteste Brasileiro...
Há quem deteste Chinês...
Há quem deteste Inglês...
Há quem deteste Tirolês...
....
Há quem deteste... Simplesmente deteste....


Razões? Todas e nenhumas... Têm de haver razões para se
detestar?

Eu detesto-me, um cidadão do mundo... Razões? Todas e
nenhumas...
Será que é preciso haver razão para detestar?

Talvez seja preciso haver!!! Talvez.... para que eu, cidadão do
mundo seja cidadão do mundo e assim me detestar... Paradoxal Human
Being Theory!!


Without commentary 
30/07/2003
  Este não é meu mundo


Definitivamente não. Este não é definitivamente o meu mundo.
Este mundo mudo.
Um mundo onde silêncio rompe a barreira da alma. A última barreira da
alma que julgava longínqua. Mas constato que essa barreira está ali.
Ali a virar a esquina.
"Fala-se de mais", "Não se deve falar de tudo", "O melhor guarda-se
para nós",..., são frases que oiço quase todos os dias.
Desde que a humanidade existe, que essa "cultura" é o objectivo único
dela.
Não, este não é o meu mundo...

Temos a vertente pública. È politicamente correcto, ficar em silêncio
quando o chefe da repartição nos pergunta qual a freguesia onde
pertencemos, quando o policia pergunta porque estacionamos o carro em
lugar proibido, quando fazemos um negócio com vista a vencer sem
esforço, quando...
Porquê? Porque caso contrário poderemos aspirar a termos seguramente
problemas legais, jurídicos ou de ordem fadiante.
Para a nossa globalização pessoal, "não dizemos a verdade... toda"
Não, este não é o meu mundo...

Temos a vertente social, não se deve dizer a verdade. É terrível, é
inconveniente, é mal, é desespero sem razão, é antisocial, não é
bonito, não educado, não é...
Não. Na vertente social dá-se beijos na face, mesmo que o "beijo"
seja apenas o roçar do nosso pó ambulante. Cumprimenta-se dizendo,
olá. Dá-se presente para a conquista sem sentir. Porque é educado,
porque é bonito, porque... é das regras, da tradição, da imposição,
da obrigação...
Diz-se, "tu és bonita", quando por detrás, escorre lágrimas de
crocodilo emparedado, porque é presenteiro, é delicado, é charmoso,
é...
Porquê? Porque caso contrário, encontramos as tais barreiras. És pão
duro, és egoísta, és estúpido, mal educado, grosseiro, não procedes
bem, és antisocial, és irresponsável, és um desgraçado, és...
Não, este não é o meu mundo...

Não. O que eu quero, é te apertar a mão, quero te dar um abraço,
quero dizer que te amo mas não em forma de lagrimas, mas de sangue.
Quero sentir-te, quero é que o teu coração derrame em mim a tua
alma em forma de gota de ácido.
Quero te dizer a verdade. A comensurável verdade. Quero poder
percorrer as tuas estradas e espalhar nelas o céu. Quero... Quero o
meu mundo...

Não, este não é o meu mundo... Definitivamente não é...


wolcit

 
  Constituições...


No texto constitucional de um certo país lê-se assim:

"Nós tomamos como verdades evidentes que todos os homens são criados
iguais; que a todos eles o Criador atribuiu certos direitos
inalienáveis como o direito à vida, à liberdade e à prossecução da
felicidade. Que, para assegurar estes direitos, governos são
instituídos entre os homens, derivando os seus justos poderes do
consentimento dos governados (...)"

No texto constitucional de outro país lê-se, na parte correspondente:

"São tarefas fundamentais do estado:

(...) promover o bem estar e a qualidade de vida do povo e da
igualdade real entre os cidadãos (...)"

Vamos analisar estas duas declarações:

Em ambos os países existe uma preocupação com a felicidade dos
cidadãos . No primeiro país, a felicidade é matéria a ser definida
por cada homem e ser prosseguida livremente por ele; no segundo, a
felicidade (bem estar) é definida e promovida pelo estado.


Sendo a felicidade de um homem composta por bens, valores,
sentimentos e ideais que, em geral, são diferentes daqueles que fazem
a felicidade de um outro, e sendo cada homem livre na prossecução da
sua felicidade, o primeiro país será um país onde prevalecerá a
diversidade. No segundo país, onde a felicidade é matéria de
definição colectiva e promoção estatal, prevalecerá a uniformidade.
No primeiro país, pequenos grupo de cidadãos são livres de se
associarem e criarem escolas para os seus filhos, com programas e
regras que são diferentes das escolas criadas por outros grupos de
cidadãos. No segundo país, pelo contrário, as escolas serão uniformes
e possuindo os padrões definidos pelo Estado. O mesmo sucederá com a
saúde, os transportes, os serviços públicos: no primeiro país eles
divergirão de região para região de acordo com os gostos e as
preferências das populações; no segundo, eles serão idênticos em toda
a parte.
No segundo país, as pessoas desenvolverão um traço de carácter
interessante, que é de serem muito críticas, mas em geral incapazes
de encontrarem soluções para o que está mal, utilizando os seus
próprios meios. Na realidade, sendo as decisões tomadas de forma
colectiva pelo estado, dificilmente elas são à medida dos gostos e
preferências de cada um, daí que todos critiquem com razão, embora
por razões diferentes. No entanto, dificilmente estas pessoas
procurarão soluções próprias para os seus próprios problemas, pelo
facto de ser tarefa que compete ao estado.

O primeiro país será mais tolerante. Ele estará aberto ao
aparecimento de ideias novas, mesmo aquelas que apareçam sem sentido
aos olhos da maioria; desde que elas façam a felicidade de quem as
prossegue, e não prejudiquem ninguém elas serão toleradas. No segundo
país, pelo contrário, homens com ideias novas serão desencorajados,
pois não compete aos homens mas ao estado definir e promover ideias e
as coisas que fazem o bem estar e a qualidade de vida de todos os
cidadãos.

No primeiro país vão aparecer cientistas em abundância, homens de
ideias e de ideais, novos produtos, novos processos, e o país vais
prosperar. No segundo, pelo contrário, dificilmente tal vai acontecer.

Ambos os países prezam a igualdade, mas a igualdade de que falam as
respectivas constituições é diferente num caso e noutro. No primeiro,
trata-se de uma igualdade natural, presumindo-se que os homens são
todos iguais aos olhos do Criador, e devem por isso ser objecto de
tratamento igual. No segundo país, a igualdade é um resultado de ser
conseguido pelo estado. Trata-se de uma igualdade material.

No primeiro caso, os cidadãos são tomados à partida como sendo iguais
perante a lei, embora as circunstâncias da vida possam vir torná-los
muito diferentes e, carácter, riqueza, em inteligência, em distinção.
No segundo caso, qualquer que seja a situação de partida, compete ao
estado tomar as medidas necessárias para os tornar materialmente
iguais.

A diferença entre estas duas concepções de liberdade, e os efeitos
que ela gera, pode ser talvez ilustrada com um exemplo retirado do
futebol. Na primeira acepção, as equipas começam o jogo em igualdade
de situação, empatadas zero a zero, competindo ao árbitro zelar para
que as regras do jogo sejam cumpridas deixando os talentos dos
jogadores de cada equipa ditar o resultado final. Na segunda,
qualquer se seja a situação de partida, compete ao árbitro zelar para
que o jogo termine empatado.

Não é difícil imaginar em qual dos dois casos se praticará melhor
futebol. No primeiro os jogadores de cada equipa terão que trabalhar
forte se querem ganhar o desafio; no segundo, não interessa trabalhar
muito, sabendo-se de antemão que, ainda que ao intervalo uma das
equipas esteja a ganhar, o árbitro alterará convenientemente as
regras do jogo na segunda parte para que a partida termine empatada.

No primeiro país prevalecerá a justiça, no segundo a injustiça.
Naquele, um homem pode contar com o seu esforço e o seu trabalho para
melhorar a sua condição; no outro de nada lhe valerá pois o estado
acabará por intervir a fim de o colocar ao nível daqueles que não
trabalham.

E conclusão, o primeiro país vai prosperar num clima de justiça,
liberdade e diversidade; segundo vai permanecer pobre, num clima de
injustiça, obediência e uniformidade.

O primeiro texto foi extraído da Declaração de Independência dos
Estados Unidos da América e data d 1776. O segundo foi retirado da
Constituição da república Portuguesa e data de 1989.


Wolcit



PS: Para contornar as dificuldades que os cidadãos deparam no segundo
país, estes recorrem à corrupção para salvaguardar os seus
interesses. Ora como o estado costuma demorar eternamente, os casos
acabam por prescrever e para quê se aborrecer...

 
Se um beijo é um erro estatistico, o amor é uma sombra chula

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